Indo, juntos, vamos, e lado a lado caminhamos por todo este
Mar que nos preenche, que nos leva,
Fado injusto que nos prende
Algures num obscuro tear.
Lá, ao longe,
Longínquos lamentos que ecoam
Indagando cada passo dado
Neste nada que nos consome
Guardando-nos em cada compasso dado... e neles
Imortalizados.
Nadaria o Aqueronte para voltar a ouvir-te sorrir.
Lamuriando todos os segundos que nos foram roubados.
Ouvirás tu as minhas preces?
Verás tu as minhas lágrimas?
"Eternamente tua", dissemos, ingénuos, um dia.
Só ninguém nos explicou o peso que o eterno tem.
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Que se sintam tão em casa, como eu aqui me sinto. ♥